“A vida é um sopro.”

O sentido está no viver constante do que nos apaixona, para Oscar Niemeyer era a curva sinuosa da natureza, da mulher, da sua forma de pensar o espaço.

Começou a fazer o que tinha que fazer, da tipografia à arquitectura está quase com trinta anos, e parece-me que isto de se ser aquilo que se é suposto ser, relaciona-se com o que Saramago diz numa entrevista, “não tenhas pressa e não percas tempo”.

A contradição aparente revela que não há urgência no que devemos ser, há esse descobrir que demora em cada um o seu tempo, que não deve ser perdido a especular o que se poderá fazer, mas a fazermos o que tem que ser feito dia após dia. Niemeyer não teve pressa influenciou-se no modernismo e começou a construir a sua obra num amadurecimento sem tempo. “O meu trabalho não tem importância, nem a arquitectura tem importância para mim. Para mim o importante é a vida.”

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